Alternativa ao TheFork: que solução sem comissão escolher em 2026?
Procura uma alternativa ao TheFork para o seu restaurante? A resposta curta: o TheFork traz-lhe uma audiência real através da sua app de consumidores, mas o modelo assenta numa subscrição sem preços públicos mais uma comissão calculada a partir do preço médio de uma refeição, cobrada por cada cliente que a plataforma lhe traz. Uma solução como ViteUneTable, um software de reservas para restaurante sem comissão funciona ao contrário: preço fixo, com uma versão gratuita ilimitada e, se quiser mais, packs a partir de 29 € sem IVA por mês, sem fidelização. Neste artigo comparamos os dois modelos com números verificáveis, datados de agosto de 2026, e explicamos como mudar de ferramenta sem perder uma única reserva.
Um esclarecimento útil antes de começar: TheFork, LaFourchette, ElTenedor e a portuguesa BestTables são hoje a mesma empresa. Voltaremos à história a seguir, porque em Portugal ela explica muita coisa. E se lê este artigo a partir do Brasil, salte diretamente para a secção "TheFork saiu do Brasil": a resposta no seu caso é diferente.
O que é o TheFork em Portugal?
Em Portugal, o TheFork não é um concorrente entre muitos: é a plataforma dominante de reservas online, e a sua história local começa com uma startup portuguesa. A BestTables, lançada em Lisboa em 2011, era o líder nacional das reservas de restaurantes quando, em abril de 2015, o grupo TripAdvisor a comprou através da LaFourchette, a empresa francesa de reservas que tinha adquirido no ano anterior. A marca BestTables desapareceu e o serviço passou a operar como TheFork, o nome que a empresa unificou em todos os países em 2020.
A estrutura acionista está, aliás, a mudar outra vez: em junho de 2026, a Tripadvisor anunciou a venda do TheFork à American Express por 700 milhões de dólares, uma operação anunciada como devendo ficar concluída até ao final de 2026, depois das aprovações regulatórias. Para o restaurador, o essencial não muda no imediato: o modelo comercial descrito abaixo é o que está publicado no site do TheFork Manager em agosto de 2026.
O que o TheFork faz bem
Sejamos honestos: se o TheFork equipa tantos restaurantes em Portugal, não é por acaso.
- Uma audiência real. O TheFork afirma no seu site para restaurantes ter mais de 20 milhões de visitas por mês em 11 países e 55 000 restaurantes parceiros. Para um estabelecimento numa rua sem passagem, ou numa cidade turística como Lisboa ou o Porto, esta visibilidade pode encher mesas que um módulo de reservas próprio, sozinho, não encherá.
- Uma app de consumidores que os clientes conhecem. Milhões de utilizadores têm a app instalada, acumulam pontos Yums a cada reserva e trocam-nos por descontos na conta. É um hábito de consumo instalado, sobretudo nas grandes cidades.
- Um software completo. O TheFork Manager cobre a gestão de sala, as avaliações, as campanhas de marketing e, nos planos superiores, ferramentas anti no-show como a pré-autorização de cartão e o pré-pagamento.
O problema, portanto, não é a qualidade da ferramenta. É o modelo económico: quantos mais clientes lhe chegam pela plataforma, mais paga, e essa audiência nunca é verdadeiramente sua.
O outro lado: comissão por cliente, descontos e dependência
Três pontos de fricção regressam constantemente nas conversas com restauradores, e todos são verificáveis nas próprias páginas do TheFork.
A comissão por cliente, sem preços públicos
A página de preços do TheFork Manager apresenta três planos (Visibility, Performance e Enterprise), os três sem preço publicado, acessíveis apenas pedindo uma proposta comercial. O que a página publica é o princípio: "as comissões são calculadas com base no preço médio de uma refeição (prato principal + sobremesa) no restaurante", aplicadas às reservas que chegam pelo TheFork, pela Tripadvisor e pelos parceiros da plataforma. As reservas feitas a partir do seu próprio site, do Instagram e do Facebook figuram como incluídas no preço; já as reservas da Google só aparecem como incluídas sem comissão no plano Enterprise, o mais alto. Por outras palavras: nos planos inferiores, até o cliente que o encontra no Google Maps pode passar pela plataforma. Condições consultadas em agosto de 2026.
A cultura do desconto
A app de consumidores do TheFork vive das ofertas. Na página inicial do thefork.pt, as promoções "até -50 %" e as campanhas sazonais como o TheFork Summer ocupam o primeiro plano, ao lado dos Double Yums. Isto enche mesas nas horas fracas, é inegável. Mas também educa uma parte do público a escolher restaurante pelo tamanho do desconto: quem hoje vem pelos -50 % amanhã só volta se houver outros -50 %. Os clientes verdadeiramente fiéis ganham-se com a relação direta com a sua casa, como explicamos no nosso guia para fidelizar os clientes do seu restaurante, não com um leilão de descontos numa app alheia.
A clientela que não é sua
Quando um cliente reserva pelo TheFork, a relação principal é entre esse cliente e a plataforma: é lá que ele tem a conta, os pontos Yums e o histórico. Se um dia deixar a plataforma, ou se as condições mudarem, essa audiência não o segue automaticamente. Para um restaurante, os dados dos clientes (nomes, contactos, preferências, histórico de visitas) são o fundo de comércio digital; tê-los num sistema próprio, que pode exportar livremente, é uma questão de independência. Explicamos como organizar essa informação, no respeito do RGPD, no nosso guia sobre a base de dados de clientes de um restaurante.
TheFork ou ViteUneTable: o comparativo
Condições consultadas em agosto de 2026 nos sites dos dois fornecedores. Onde o TheFork não publica um valor, a tabela di-lo tal e qual.
| Critério | ViteUneTable | TheFork Manager |
|---|---|---|
| Preço de entrada | Versão gratuita ilimitada, 0 € | Sob pedido (3 planos, sem preços públicos) |
| Comissão por cliente | 0 % de comissão, para sempre | Comissão baseada no preço médio de uma refeição, por cliente trazido |
| Fidelização | Sem fidelização | Condições sob pedido |
| Reservas online 24 horas | Sim, desde a versão gratuita | Sim |
| Lembretes por email | Pack Standard, 29 € sem IVA/mês | Conforme o plano |
| Botão Reservar com o Google | Pack Standard, sem comissão por cliente | Incluído sem comissão apenas no plano Enterprise |
| Pré-autorização de cartão anti no-show | Pack Standard + Anti No-Show, 49 € sem IVA/mês | Nos planos superiores |
| Audiência de marketplace | Não, os seus clientes reservam diretamente consigo | Sim, mais de 20 milhões de visitas mensais segundo a plataforma |
| Propriedade da relação com o cliente | Os seus dados, os seus clientes | Cliente trazido através da plataforma |
A linha decisiva é a segunda: com o ViteUneTable, a sua fatura nunca depende do seu sucesso. Com o TheFork, cresce com ele. Sejamos igualmente honestos no sentido inverso: o ViteUneTable não tem marketplace nem app de consumidores; a visibilidade é a que o seu restaurante construir com o seu perfil da Google, o seu site e as suas redes. Se o seu modelo depende de captar turistas que navegam numa app de descontos, essa diferença conta.
Quanto custa realmente uma comissão por cliente?
Como o TheFork não publica valores, façamos as contas com uma hipótese que pode ajustar ao seu próprio contrato. A fórmula é simples:
clientes trazidos por mês × custo por cliente × 12 = custo anual da comissão
Tomemos um restaurante que recebe 300 clientes por mês através da plataforma, com uma hipótese prudente de 2 € por cliente trazido (o valor real depende do preço médio de uma refeição na sua casa e do seu contrato, verifique-o nas suas faturas):
- 300 clientes × 2 € = 600 € por mês
- ou seja, 7 200 € por ano, antes ainda de somar a subscrição mensal
Em frente, o Pack Standard do ViteUneTable custa 29 € × 12 = 348 € por ano sem IVA, com lembretes por email e botão Reservar com o Google incluídos, receba os clientes que receber. Mesmo o Pack Standard + Anti No-Show, a 49 € sem IVA por mês, tem um teto de 588 € por ano.
Refaça o cálculo com os seus números reais: é o único comparativo que conta. E faça-se uma pergunta desconfortável: quantos dos clientes "trazidos" pela plataforma são na realidade habitués seus, que o procuraram no TheFork em vez de no seu site? Por essas reservas, paga uma captação que teria acontecido de qualquer forma.
TheFork saiu do Brasil

Se pesquisa "alternativa ao TheFork" a partir do Brasil, a situação é outra: não se trata de substituir o TheFork, porque ele já não existe no país. A plataforma, que tinha entrado na América Latina ao absorver a Restorando, encerrou as operações no Brasil a 1 de novembro de 2021, invocando o impacto da pandemia no setor; as contas dos utilizadores brasileiros foram desativadas nessa data, como relatou a ANR, a Associação Nacional de Restaurantes.
No Brasil, o mercado de reservas é hoje doméstico: soluções como a Tagme e a Get In, além do WhatsApp como canal de facto. Um software sem comissão como o ViteUneTable também funciona no Brasil: os seus clientes reservam a partir do seu site, das suas redes e do seu perfil do Google, e paga 0 € ou um pack fixo, nunca uma comissão por cliente. Comparamos todas as opções brasileiras, com preços em reais verificados, no nosso guia dos melhores sistemas de reserva para restaurante no Brasil.
Como deixar o TheFork de forma organizada
Mudar de sistema de reservas não se faz de um dia para o outro. Esta transição em quatro passos não perde nenhuma reserva pelo caminho.
1. Exporte os seus dados de clientes
Antes de qualquer rescisão, recupere o seu histórico: nomes, contactos, preferências, histórico de visitas. Verifique no seu contrato e na sua interface o que é exportável, e faça-o enquanto o seu acesso está ativo.
2. Reveja as suas condições de rescisão
Releia o seu contrato com o TheFork: duração, pré-aviso, data de renovação. Como as condições não são públicas, só as do seu próprio contrato fazem fé. Se algum ponto for ambíguo, pergunte por escrito ao seu contacto comercial.
3. Retome o controlo do seu perfil da Google
É o passo mais importante. A maioria dos seus clientes encontra-o na Google, não num marketplace. Garanta que o seu perfil de empresa da Google aponta para o seu próprio módulo de reservas, e não para uma plataforma que fatura por cliente. Com o Pack Standard do ViteUneTable, o botão Reservar com o Google liga a sua ficha à sua própria agenda e as reservas chegam diretamente a si, sem comissão; explicamos a configuração no nosso guia para ativar o Reservar com o Google.
4. Mantenha os dois sistemas em paralelo durante a transição
Conserve o TheFork ativo durante algumas semanas enquanto o seu novo módulo ganha tração: ponha a ligação de reserva direta no seu site, nas redes sociais, no atendedor de chamadas e na montra. Quando as reservas diretas forem maioritárias, rescinda com conhecimento de causa. Alguns estabelecimentos muito dependentes do fluxo turístico optam mesmo por manter os dois: a plataforma para captar, o módulo direto sem comissão para os habitués. Para ver o panorama completo das soluções disponíveis no mercado português, incluindo Zenchef, CoverManager e OpenTable, consulte o nosso comparativo dos melhores sistemas de reserva para restaurante em Portugal.
Um último ponto: deixar o TheFork não resolve por si só o problema dos clientes que não aparecem. Lembretes automáticos e pré-autorização de cartão continuam a ser as suas melhores ferramentas; tem todos os detalhes no nosso guia para reduzir os no-shows no seu restaurante.
Perguntas frequentes
TheFork e BestTables são a mesma empresa?
Sim. A BestTables, startup portuguesa lançada em 2011, foi comprada em abril de 2015 pelo grupo TripAdvisor através da LaFourchette, e a marca desapareceu em favor do TheFork. TheFork, LaFourchette (França) e ElTenedor (Espanha) são a mesma plataforma, unificada sob o nome TheFork em 2020.
A quem pertence o TheFork?
A Tripadvisor anunciou em junho de 2026 a venda do TheFork à American Express por 700 milhões de dólares, com conclusão prevista para o final de 2026, depois das aprovações regulatórias. Até lá, o TheFork pertence à Tripadvisor, que o detinha desde 2014.
Quanto custa o TheFork para um restaurante em Portugal?
O TheFork não publica os seus preços: os três planos (Visibility, Performance e Enterprise) só são apresentados mediante pedido de proposta. O que a página de preços publica é o princípio de uma comissão calculada com base no preço médio de uma refeição (prato principal e sobremesa), aplicada a cada cliente trazido pelo TheFork, pela Tripadvisor e pelos parceiros (condições consultadas em agosto de 2026). O custo total depende, portanto, do seu volume de clientes.
O TheFork cobra comissão pelas reservas que chegam da Google?
Segundo a página de preços do TheFork Manager, as reservas a partir do site do próprio restaurante, do Instagram e do Facebook estão incluídas no preço, enquanto as reservas da Google só figuram como incluídas sem comissão no plano Enterprise. Com um software de reservas próprio ligado ao Reservar com o Google, como o ViteUneTable com o Pack Standard, essas reservas chegam sem comissão, independentemente do plano.
O TheFork ainda funciona no Brasil?
Não. O TheFork encerrou as operações no Brasil a 1 de novembro de 2021, no quadro de uma redução das suas unidades operacionais durante a pandemia, e as contas dos utilizadores brasileiros foram desativadas. No Brasil, as alternativas passam por soluções domésticas como a Tagme e a Get In, pelo WhatsApp ou por um software sem comissão como o ViteUneTable.
Existe uma alternativa gratuita ao TheFork?
Sim. A versão gratuita do ViteUneTable permite receber reservas online 24 horas por dia, sem limite de volume, com 0 % de comissão e sem fidelização. Os packs pagos (29 € sem IVA/mês com lembretes por email e botão Reservar com o Google, 49 € sem IVA/mês com pré-autorização de cartão anti no-show) são opcionais.
Vou perder reservas se deixar o TheFork?
Depende da parte da sua clientela que vem realmente do marketplace. Exporte os seus dados, meça a proporção de reservas diretas durante um período em que os dois sistemas coexistem, e rescinda apenas quando o seu site, o seu perfil da Google e as suas redes tiverem tomado o relevo. Para casas muito turísticas, manter os dois canais de forma permanente também pode ser razoável.
Leia também
Reservas pelo WhatsApp no restaurante: como organizar o canal sem transformar o chat na sua agenda
Os seus clientes já pedem mesa pelo WhatsApp, e com razão: é o aplicativo onde vivem. O problema começa quando a sua agenda passa a viver lá também. Vantagens, limites, modelos de mensagens e o modelo híbrido que mantém a proximidade sem o caos.
Walk-in ou reserva: o equilíbrio certo para o seu restaurante
Tudo com reserva, só clientes de passagem ou uma mistura deliberada dos dois? Cada modelo ganha num tipo de restaurante diferente. Eis como escolher o seu, quantas mesas manter fora do livro de reservas e porque é que o overbooking, que funciona para as companhias aéreas, é uma armadilha para um restaurante.
Como atrair turistas estrangeiros ao seu restaurante: o guia prático
O turista estrangeiro não o conhece, não fala português e escolhe o restaurante com o telefone na mão. Eis como ser encontrado, convencê-lo a reservar e proteger-se dos no-shows, sem pagar comissões por cada cliente sentado.