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Alternativa ao Get In em 2026: qual sistema de reservas escolher para o seu restaurante?

Escrito por Ludovic Frank Publicado em 12 min de leitura
Dono de restaurante brasileiro comparando dois aplicativos de reserva em um tablet, no salão do seu restaurante

Em resumo: o Get In é um sistema brasileiro sério, nascido em 2016 como solução de fila de espera e hoje uma plataforma completa de reservas, fila, cardápio digital e CRM, com um aplicativo próprio que a empresa afirma ter mais de 1 milhão de usuários. Mas o plano Básico custa R$ 289 por mês no plano mensal, os recursos de cardápio, pesquisa de satisfação e marketing ficam restritos ao plano Avançado de R$ 499 por mês, e não existe versão gratuita. Para um restaurante independente, a ViteUneTable oferece uma versão gratuita ilimitada, 0 % de comissão para sempre, sem fidelidade, e packs opcionais de 29 € e 49 € por mês, sem IVA.

Se você está procurando um sistema de reservas para o seu restaurante no Brasil, mais cedo ou mais tarde vai esbarrar no Get In. Desde que o TheFork encerrou as operações no país, o mercado brasileiro é dominado por soluções nacionais, e o Get In é uma das mais conhecidas, presente de bares de bairro a redes e franquias. É uma ferramenta séria, e este artigo não vai dizer o contrário.

A pergunta certa é outra: essa plataforma, a esse preço, é mesmo o que o seu restaurante precisa? Neste comparativo vemos com honestidade o que o Get In faz bem, quanto custa hoje, para quem faz sentido, e o que oferece como alternativa o sistema de reserva para restaurante com versão gratuita ilimitada e 0 % de comissão, pensado exatamente para o restaurante independente.

O que é o Get In e o que ele faz bem

Sejamos honestos: o Get In não chegou onde está por acaso. Segundo a linha do tempo publicada no próprio site, a empresa nasceu em 2016 com foco na fila de espera digital, adicionou as reservas em 2017, lançou a cobrança de taxa de no-show em 2022 e evoluiu para um sistema de gerenciamento completo, com CRM, pesquisa de satisfação e relatórios. Em agosto de 2026, o site declara mais de 3.000 estabelecimentos parceiros em todo o Brasil.

Os pontos fortes reais do Get In:

  • Um aplicativo com audiência própria. O restaurante aparece no app do Get In, que segundo a própria empresa reúne mais de 1 milhão de usuários. É um canal de descoberta que um sistema de reservas puro não oferece: clientes que já usam o app podem encontrar a sua casa por lá.
  • DNA de fila de espera. A gestão de fila em tempo real, com aviso por SMS e entrada na fila via QR Code, é a origem do produto e continua sendo um dos seus recursos mais maduros. Para casas de alto movimento que trabalham por ordem de chegada, é um diferencial concreto.
  • Cobrança de taxa de no-show integrada. Os dois planos incluem a cobrança de taxa de no-show na reserva, além de confirmações para o cliente e comunicação via WhatsApp. Para se proteger das mesas vazias, as ferramentas estão lá.
  • Empresa brasileira, preços em reais, suporte em português. Contrato em reais, boleto ou cartão, equipe de suporte local e um produto desenhado para a operação brasileira, incluindo redes e franquias com gestão centralizada.

Se a sua operação depende de fila de espera intensa ou se a audiência do app pesa na sua estratégia, o Get In merece estar na sua lista. Comparamos os principais sistemas do mercado no nosso guia dos melhores sistemas de reserva para restaurante no Brasil.

Quanto custa o Get In em 2026?

O Get In publica os preços dos planos no próprio site, o que nem todos os concorrentes fazem. Preços verificados em 21 de agosto de 2026 na página de planos de restaurante.getin.app:

  • Básico: R$ 289 por mês no plano mensal, ou R$ 239 por mês no plano anual. Inclui gestão de reservas, gestão de fila de espera, relatórios, um pacote de 100 SMS e 1.000 e-mails.
  • Avançado: R$ 499 por mês no plano mensal, ou R$ 415 por mês no plano anual. Adiciona cardápio digital, pesquisa de satisfação customizável, CRM e campanhas de marketing, com pacotes maiores de SMS e e-mails.
  • Módulos avulsos: cardápio digital por R$ 50 por mês, pesquisa de satisfação por R$ 100 por mês, relatórios avançados via Power BI por R$ 120 por mês por licença, SMS adicional a R$ 0,10 por envio.

Três detalhes que valem atenção antes de assinar:

  1. Não existe versão gratuita, e a página de preços também não anuncia um período de teste gratuito: o caminho de entrada passa por um formulário de contato e uma conversa com a equipe comercial.
  2. Os recursos de cardápio digital, pesquisa de satisfação e CRM ficam no plano Avançado ou em módulos pagos à parte. Se eles são o motivo da assinatura, o custo real a considerar é R$ 499 por mês, não R$ 289.
  3. No plano Básico, segundo a tabela comparativa do próprio site, a presença nos canais do Get In (app e site) é obrigatória; ela só se torna opcional no plano Avançado. Se você prefere concentrar as reservas nos seus próprios canais, é um ponto a esclarecer com o comercial.

No plano mensal, o custo mínimo passa de R$ 3.400 por ano, antes mesmo de saber se a reserva online vai funcionar para a sua casa. Para um restaurante de bairro com 40 lugares, é um investimento que os números precisam justificar, não o catálogo de recursos.

Balança sobre a mesa de um restaurante brasileiro, com moedas e notas de real de um lado e um tablet com calendário de reservas do outro, observada por um restaurador pensativo
Antes de assinar, pese o custo anual contra os recursos que você vai usar de verdade

Por que procurar uma alternativa ao Get In

O preço de entrada é alto para um independente

R$ 289 por mês por reservas, fila e relatórios é um preço de plataforma completa. Muitos restaurantes independentes usam na prática uma fração disso: o módulo de reservas, as confirmações automáticas, talvez a fila nos fins de semana. O restante fica em um menu que se paga todo mês do mesmo jeito. Em um setor de margens apertadas, cada linha fixa de custo merece a pergunta: eu uso isso toda semana?

Os recursos que crescem com o negócio custam quase o dobro

O paradoxo para uma casa pequena: cardápio digital, pesquisa de satisfação e campanhas de marketing, os recursos que ajudam a fidelizar, estão no plano Avançado de R$ 499 por mês ou em módulos avulsos. O salto do Básico para o Avançado representa mais de R$ 2.500 por ano no plano mensal.

Não dá para experimentar sem falar com o comercial

Não é possível criar uma conta, configurar o salão e verificar se os seus clientes reservam online antes de pagar: primeiro o contato comercial, depois a assinatura. Para quem nunca recebeu reservas online, começar com custo zero seria a forma mais saudável de medir a demanda real antes de comprometer o orçamento.

Nem todo restaurante precisa de fila de espera digital

A fila de espera é o grande diferencial do Get In, mas ela resolve um problema específico: casas de alto giro, sem reserva, com gente esperando na porta. Se o seu restaurante trabalha principalmente com reservas e walk-ins tranquilos, você estaria pagando por uma infraestrutura de fila que raramente sai da gaveta. Explicamos em outro artigo quando uma lista de espera faz sentido para um restaurante, e a resposta não é sempre.

Get In vs ViteUneTable: o comparativo

Informações verificadas em 21 de agosto de 2026 em restaurante.getin.app e viteunetable.com.

Critério Get In ViteUneTable
Versão gratuita Não Sim, reservas online ilimitadas
Preço de entrada pago Básico, R$ 289/mês (R$ 239/mês no anual) Pack Standard, 29 €/mês sem IVA
Comissão por cliente sentado Não, mensalidade fixa Não, 0 % de comissão, para sempre
Cobrança de taxa de no-show Sim, nos dois planos Sim, pré-autorização de cartão no pack Standard + Anti No-Show (49 €/mês sem IVA)
Reserva pelo Google Sim, nos dois planos Sim, incluído no Pack Standard
Aplicativo para o cliente final Sim, app próprio com mais de 1 milhão de usuários segundo a empresa Não, as reservas entram pelo seu site e pelo Google
Fila de espera digital com SMS Sim, recurso de origem do produto Não
Lembretes por SMS Sim, pacotes incluídos e adicional de R$ 0,10 por SMS Não, lembretes por e-mail no Pack Standard
Cardápio digital, pesquisa de satisfação, CRM Sim, no plano Avançado ou como módulos pagos Não
Moeda e cobrança Reais, cartão ou boleto Euros, sem IVA
Fidelidade Plano mensal ou anual com desconto Sem fidelidade, cancele quando quiser

A leitura é direta. Se você precisa de fila de espera digital, da audiência do app, de SMS e de um CRM com campanhas, o Get In oferece mais, e cobra na proporção. Se você precisa de reservas online, confirmações automáticas, Reservar com o Google e proteção contra no-show, a ViteUneTable cobre o mesmo terreno a partir de R$ 0 em vez de R$ 289 por mês.

Para quem cada solução faz sentido

Get In: fila intensa, redes e quem quer a audiência do app

Escolha o Get In se a sua operação vive de fila de espera, se você gerencia uma rede ou franquia com gestão centralizada, ou se a exposição no aplicativo para consumidores é parte da sua estratégia de aquisição. Nesses cenários, a mensalidade compra recursos que você vai usar toda semana, e o suporte local em português, com cobrança em reais, é um conforto real.

ViteUneTable: o restaurante independente

Escolha a ViteUneTable se você gerencia uma casa única e quer:

  • receber reservas online 24 horas por dia, com confirmações automáticas, grátis e sem comissão, sem limite de volume;
  • adicionar os lembretes por e-mail e o botão Reservar com o Google quando o volume justificar, com o Pack Standard a 29 € por mês, sem IVA;
  • ativar a pré-autorização de cartão contra o no-show com o pack Standard + Anti No-Show a 49 € por mês, sem IVA, sem fidelidade.

Antes de cobrar qualquer valor de cliente, vale conhecer as regras do jogo: reunimos em outro artigo o que o CDC permite na cobrança de taxa de no-show no Brasil.

Sejamos igualmente honestos no sentido inverso. A ViteUneTable é uma empresa europeia e os preços são em euros, sem IVA: a fatura varia com o câmbio e não há boleto. Não existe aplicativo para o consumidor final nem marketplace: as reservas chegam pelo seu site, pela sua ficha do Google e pelas suas redes sociais, não por uma audiência pronta. E não há fila de espera digital com SMS nem lembretes por SMS. Se algum desses pontos é decisivo para a sua operação, o Get In ou outro sistema nacional será a escolha certa. A versão gratuita existe justamente para você testar sem risco de que lado o seu restaurante está.

Como migrar do Get In (ou começar do zero)

Trocar de sistema de reservas assusta menos do que parece. Na prática:

  1. Revise o seu contrato atual. Verifique o prazo restante, sobretudo se assinou o plano anual com desconto, e as condições de cancelamento.
  2. Crie a conta e configure o salão. Com a ViteUneTable o cadastro é online: serviços, horários, capacidade, tudo sem agendar reunião comercial.
  3. Transfira as reservas futuras. Insira manualmente as reservas já registradas para as próximas semanas: é o passo mais importante para não perder uma única mesa.
  4. Atualize os pontos de entrada. Link de reserva no seu site, na sua ficha do Google, no Instagram e no WhatsApp: é ali que os seus clientes clicam.
  5. Ative as opções na hora certa. Primeiro os lembretes automáticos, depois a pré-autorização se o no-show continuar.

Todo o processo se resolve em poucos dias, sem interromper a chegada de reservas.

Perguntas frequentes

Quanto custa o Get In por mês?

Os preços publicados em 21 de agosto de 2026 em restaurante.getin.app indicam o plano Básico a R$ 289 por mês (R$ 239 por mês no plano anual) e o plano Avançado a R$ 499 por mês (R$ 415 por mês no anual). Há módulos avulsos, como cardápio digital a R$ 50 por mês e Power BI a R$ 120 por mês por licença.

O Get In tem versão gratuita?

Não. Em agosto de 2026, a página de planos do Get In não mostra versão gratuita nem período de teste gratuito: a contratação passa por contato com a equipe comercial. A ViteUneTable oferece, como alternativa, uma versão gratuita com reservas online ilimitadas e 0 % de comissão.

O Get In cobra comissão por reserva?

Não. O modelo do Get In é de mensalidade fixa por plano, com adicionais por consumo de SMS (R$ 0,10 por envio) e módulos opcionais. A ViteUneTable também não cobra comissão: 0 % para sempre, inclusive na versão gratuita.

Qual é uma alternativa gratuita ao Get In?

A ViteUneTable: versão gratuita ilimitada, 0 % de comissão, sem fidelidade. Os lembretes por e-mail e o Reservar com o Google chegam com o Pack Standard a 29 € por mês sem IVA, e a pré-autorização de cartão contra o no-show com o pack Standard + Anti No-Show a 49 € por mês sem IVA. A ressalva honesta: os preços são em euros e não há aplicativo próprio para o consumidor nem fila de espera por SMS.

O Get In funciona para restaurante pequeno?

Funciona, mas o investimento mínimo é de R$ 289 por mês no plano mensal, e recursos como cardápio digital e CRM ficam no plano Avançado de R$ 499 por mês ou em módulos pagos. Para uma casa pequena que precisa principalmente de reservas online e proteção contra no-show, uma opção com versão gratuita permite validar a demanda antes de assumir um custo fixo.

Migrar de sistema faz perder as reservas já registradas?

Não, desde que você transfira para o novo sistema as reservas futuras antes de encerrar a conta antiga. Para um restaurante independente é trabalho de algumas horas, e é o passo chave de qualquer migração.

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