Alternativa ao Get In em 2026: qual sistema de reservas escolher para o seu restaurante?
Em resumo: o Get In é um sistema brasileiro sério, nascido em 2016 como solução de fila de espera e hoje uma plataforma completa de reservas, fila, cardápio digital e CRM, com um aplicativo próprio que a empresa afirma ter mais de 1 milhão de usuários. Desde abril de 2026, a empresa pertence integralmente ao iFood. Mas o plano Básico custa R$ 289 por mês no plano mensal, os recursos de cardápio, pesquisa de satisfação e marketing ficam restritos ao plano Avançado de R$ 499 por mês, e não existe versão gratuita. Para um restaurante independente, a ViteUneTable oferece uma versão gratuita ilimitada, 0 % de comissão para sempre, sem fidelidade, e packs opcionais de 29 € e 49 € por mês, sem IVA.
Se você está procurando um sistema de reservas para o seu restaurante no Brasil, mais cedo ou mais tarde vai esbarrar no Get In. Desde que o TheFork encerrou as operações no país, o mercado brasileiro é dominado por soluções nacionais, e o Get In é uma das mais conhecidas, presente de bares de bairro a redes e franquias. É uma ferramenta séria, e este artigo não vai dizer o contrário.
A pergunta certa é outra: essa plataforma, a esse preço, é mesmo o que o seu restaurante precisa? Neste comparativo vemos com honestidade o que o Get In faz bem, quanto custa hoje, para quem faz sentido, e o que oferece como alternativa o sistema de reserva para restaurante com versão gratuita ilimitada e 0 % de comissão, pensado exatamente para o restaurante independente.
O que é o Get In e o que ele faz bem
Sejamos honestos: o Get In não chegou onde está por acaso. Segundo a linha do tempo publicada no próprio site, a empresa nasceu em 2016 com foco na fila de espera digital, adicionou as reservas em 2017, lançou a cobrança de taxa de no-show em 2022 e evoluiu para um sistema de gerenciamento completo, com CRM, pesquisa de satisfação e relatórios. Em agosto de 2026, o site declarava mais de 3.000 estabelecimentos parceiros em todo o Brasil.
A mudança mais importante da história recente veio de fora: em 29 de abril de 2026, o iFood anunciou a compra de 100 % do Get In, no evento iFood Move+, em Salvador, com valor não divulgado. Antes disso, a startup estava no portfólio da Z-Tech, o braço de inovação da Ambev, desde 2020. Na prática, o Get In deixou de ser uma startup independente e virou a base do "iFood para Comer Fora", o produto com que o gigante do delivery entra no salão dos restaurantes (mais sobre isso adiante).
Os pontos fortes reais do Get In:
- Um aplicativo com audiência própria. O restaurante aparece no app do Get In, que segundo a própria empresa reúne mais de 1 milhão de usuários. É um canal de descoberta que um sistema de reservas puro não oferece: clientes que já usam o app podem encontrar a sua casa por lá.
- DNA de fila de espera. A gestão de fila em tempo real, com aviso por SMS e entrada na fila via QR Code, é a origem do produto e continua sendo um dos seus recursos mais maduros. Para casas de alto movimento que trabalham por ordem de chegada, é um diferencial concreto.
- Cobrança de taxa de no-show integrada. Os dois planos incluem a cobrança de taxa de no-show na reserva, além de confirmações para o cliente e comunicação via WhatsApp. Para se proteger das mesas vazias, as ferramentas estão lá.
- Empresa brasileira, preços em reais, suporte em português. Contrato em reais, boleto ou cartão, equipe de suporte local e um produto desenhado para a operação brasileira, incluindo redes e franquias com gestão centralizada.
Se a sua operação depende de fila de espera intensa ou se a audiência do app pesa na sua estratégia, o Get In merece estar na sua lista. Comparamos os principais sistemas do mercado no nosso guia dos melhores sistemas de reserva para restaurante no Brasil.
Quanto custa o Get In em 2026?
O Get In publica os preços dos planos no próprio site, o que nem todos os concorrentes fazem, e a tabela não mudou com a chegada do iFood, pelo menos por enquanto. Preços verificados em 25 de setembro de 2026 na página de planos de restaurante.getin.app:
- Básico: R$ 289 por mês no plano mensal, ou R$ 239 por mês no plano anual. Inclui gestão de reservas, gestão de fila de espera, relatórios, um pacote de 100 SMS e 1.000 e-mails.
- Avançado: R$ 499 por mês no plano mensal, ou R$ 415 por mês no plano anual. Adiciona cardápio digital, pesquisa de satisfação customizável, CRM e campanhas de marketing, com pacotes maiores de SMS e e-mails.
- Módulos avulsos: cardápio digital por R$ 50 por mês, pesquisa de satisfação por R$ 100 por mês, relatórios avançados via Power BI por R$ 120 por mês por licença, SMS adicional a R$ 0,10 por envio.
Três detalhes que valem atenção antes de assinar:
- Não existe versão gratuita, e a página de preços também não anuncia um período de teste gratuito: o caminho de entrada passa por um formulário de contato e uma conversa com a equipe comercial.
- Os recursos de cardápio digital, pesquisa de satisfação e CRM ficam no plano Avançado ou em módulos pagos à parte. Se eles são o motivo da assinatura, o custo real a considerar é R$ 499 por mês, não R$ 289.
- No plano Básico, segundo a tabela comparativa do próprio site, a presença nos canais do Get In (app e site) é obrigatória; ela só se torna opcional no plano Avançado. Se você prefere concentrar as reservas nos seus próprios canais, é um ponto a esclarecer com o comercial.
No plano mensal, o custo mínimo passa de R$ 3.400 por ano, antes mesmo de saber se a reserva online vai funcionar para a sua casa. Para um restaurante de bairro com 40 lugares, é um investimento que os números precisam justificar, não o catálogo de recursos.

Por que procurar uma alternativa ao Get In
O preço de entrada é alto para um independente
R$ 289 por mês por reservas, fila e relatórios é um preço de plataforma completa. Muitos restaurantes independentes usam na prática uma fração disso: o módulo de reservas, as confirmações automáticas, talvez a fila nos fins de semana. O restante fica em um menu que se paga todo mês do mesmo jeito. Em um setor de margens apertadas, cada linha fixa de custo merece a pergunta: eu uso isso toda semana?
Os recursos que crescem com o negócio custam quase o dobro
O paradoxo para uma casa pequena: cardápio digital, pesquisa de satisfação e campanhas de marketing, os recursos que ajudam a fidelizar, estão no plano Avançado de R$ 499 por mês ou em módulos avulsos. O salto do Básico para o Avançado representa mais de R$ 2.500 por ano no plano mensal.
Não dá para experimentar sem falar com o comercial
Não é possível criar uma conta, configurar o salão e verificar se os seus clientes reservam online antes de pagar: primeiro o contato comercial, depois a assinatura. Para quem nunca recebeu reservas online, começar com custo zero seria a forma mais saudável de medir a demanda real antes de comprometer o orçamento.
O modelo de marketplace do delivery está chegando ao salão
Com a aquisição pelo iFood, o Get In passou a alimentar o "iFood para Comer Fora": reservas, fila de espera e cashback dentro do próprio aplicativo do iFood, em piloto em Campinas e Curitiba, com expansão nacional planejada. Segundo os dados que o próprio iFood divulgou ao anunciar a compra, menos de 45 % dos restaurantes brasileiros aceitam reservas e apenas cerca de 5.000 usam um software especializado: a empresa quer usar o tráfego do aplicativo para expandir esse hábito, e isso pode trazer clientes novos para os parceiros.
Sejamos honestos: nada disso é, em si, uma má notícia, e o iFood não anunciou mudança de preços nem cobrança por reserva. Mas é a lógica de marketplace, a mesma do delivery, chegando à mesa: a relação com o cliente passa pelo aplicativo de um terceiro, e é o histórico de delivery que mostra como essa dependência evolui com o tempo. Se a sua estratégia é construir canais diretos, site próprio, Google e WhatsApp, com os dados dos clientes na sua mão, vale pesar esse novo contexto antes de assinar.
A fila de espera é o grande diferencial do Get In, mas ela resolve um problema específico: casas de alto giro, sem reserva, com gente esperando na porta. Se o seu restaurante trabalha principalmente com reservas e walk-ins tranquilos, você estaria pagando por uma infraestrutura de fila que raramente sai da gaveta. Explicamos em outro artigo quando uma lista de espera faz sentido para um restaurante, e a resposta não é sempre.
Get In vs ViteUneTable: o comparativo
Informações verificadas em 25 de setembro de 2026 em restaurante.getin.app e viteunetable.com.
| Critério | Get In | ViteUneTable |
|---|---|---|
| Versão gratuita | Não | Sim, reservas online ilimitadas |
| Preço de entrada pago | Básico, R$ 289/mês (R$ 239/mês no anual) | Pack Standard, 29 €/mês sem IVA |
| Comissão por cliente sentado | Não, mensalidade fixa | Não, 0 % de comissão, para sempre |
| Cobrança de taxa de no-show | Sim, nos dois planos | Sim, pré-autorização de cartão no pack Standard + Anti No-Show (49 €/mês sem IVA) |
| Reserva pelo Google | Sim, nos dois planos | Sim, incluído no Pack Standard |
| Aplicativo para o cliente final | Sim, app próprio com mais de 1 milhão de usuários segundo a empresa | Não, as reservas entram pelo seu site e pelo Google |
| Fila de espera digital com SMS | Sim, recurso de origem do produto | Não |
| Lembretes por SMS | Sim, pacotes incluídos e adicional de R$ 0,10 por SMS | Não, lembretes por e-mail no Pack Standard |
| Cardápio digital, pesquisa de satisfação, CRM | Sim, no plano Avançado ou como módulos pagos | Não |
| Moeda e cobrança | Reais, cartão ou boleto | Euros, sem IVA |
| Fidelidade | Plano mensal ou anual com desconto | Sem fidelidade, cancele quando quiser |
A leitura é direta. Se você precisa de fila de espera digital, da audiência do app, de SMS e de um CRM com campanhas, o Get In oferece mais, e cobra na proporção. Se você precisa de reservas online, confirmações automáticas, Reservar com o Google e proteção contra no-show, a ViteUneTable cobre o mesmo terreno a partir de R$ 0 em vez de R$ 289 por mês.
Para quem cada solução faz sentido
Get In: fila intensa, redes e quem quer a audiência do app
Escolha o Get In se a sua operação vive de fila de espera, se você gerencia uma rede ou franquia com gestão centralizada, ou se a exposição no aplicativo para consumidores é parte da sua estratégia de aquisição. Nesses cenários, a mensalidade compra recursos que você vai usar toda semana, e o suporte local em português, com cobrança em reais, é um conforto real.
ViteUneTable: o restaurante independente
Escolha a ViteUneTable se você gerencia uma casa única e quer:
- receber reservas online 24 horas por dia, com confirmações automáticas, grátis e sem comissão, sem limite de volume;
- adicionar os lembretes por e-mail e o botão Reservar com o Google quando o volume justificar, com o Pack Standard a 29 € por mês, sem IVA;
- ativar a pré-autorização de cartão contra o no-show com o pack Standard + Anti No-Show a 49 € por mês, sem IVA, sem fidelidade.
Antes de cobrar qualquer valor de cliente, vale conhecer as regras do jogo: reunimos em outro artigo o que o CDC permite na cobrança de taxa de no-show no Brasil.
Sejamos igualmente honestos no sentido inverso. A ViteUneTable é uma empresa europeia e os preços são em euros, sem IVA: a fatura varia com o câmbio e não há boleto. Não existe aplicativo para o consumidor final nem marketplace: as reservas chegam pelo seu site, pela sua ficha do Google e pelas suas redes sociais, não por uma audiência pronta. E não há fila de espera digital com SMS nem lembretes por SMS. Se algum desses pontos é decisivo para a sua operação, o Get In ou outro sistema nacional será a escolha certa. A versão gratuita existe justamente para você testar sem risco de que lado o seu restaurante está.
Como migrar do Get In (ou começar do zero)
Trocar de sistema de reservas assusta menos do que parece. Na prática:
- Revise o seu contrato atual. Verifique o prazo restante, sobretudo se assinou o plano anual com desconto, e as condições de cancelamento.
- Crie a conta e configure o salão. Com a ViteUneTable o cadastro é online: serviços, horários, capacidade, tudo sem agendar reunião comercial.
- Transfira as reservas futuras. Insira manualmente as reservas já registradas para as próximas semanas: é o passo mais importante para não perder uma única mesa.
- Atualize os pontos de entrada. Link de reserva no seu site, na sua ficha do Google, no Instagram e no WhatsApp: é ali que os seus clientes clicam.
- Ative as opções na hora certa. Primeiro os lembretes automáticos, depois a pré-autorização se o no-show continuar.
Todo o processo se resolve em poucos dias, sem interromper a chegada de reservas.
Perguntas frequentes
Quanto custa o Get In por mês?
Os preços publicados em 25 de setembro de 2026 em restaurante.getin.app indicam o plano Básico a R$ 289 por mês (R$ 239 por mês no plano anual) e o plano Avançado a R$ 499 por mês (R$ 415 por mês no anual). Há módulos avulsos, como cardápio digital a R$ 50 por mês e Power BI a R$ 120 por mês por licença.
O Get In tem versão gratuita?
Não. Em setembro de 2026, a página de planos do Get In não mostra versão gratuita nem período de teste gratuito: a contratação passa por contato com a equipe comercial. A ViteUneTable oferece, como alternativa, uma versão gratuita com reservas online ilimitadas e 0 % de comissão.
Quem é o dono do Get In?
O iFood. A empresa anunciou a compra de 100 % do Get In em 29 de abril de 2026, com valor não divulgado; antes disso, a startup estava no portfólio da Z-Tech, o braço de inovação da Ambev, desde 2020. O Get In é a base do "iFood para Comer Fora", o produto de reservas, fila e cashback dentro do aplicativo do iFood, em piloto em Campinas e Curitiba.
O Get In cobra comissão por reserva?
Não. O modelo do Get In é de mensalidade fixa por plano, com adicionais por consumo de SMS (R$ 0,10 por envio) e módulos opcionais. A ViteUneTable também não cobra comissão: 0 % para sempre, inclusive na versão gratuita.
Qual é uma alternativa gratuita ao Get In?
A ViteUneTable: versão gratuita ilimitada, 0 % de comissão, sem fidelidade. Os lembretes por e-mail e o Reservar com o Google chegam com o Pack Standard a 29 € por mês sem IVA, e a pré-autorização de cartão contra o no-show com o pack Standard + Anti No-Show a 49 € por mês sem IVA. A ressalva honesta: os preços são em euros e não há aplicativo próprio para o consumidor nem fila de espera por SMS.
O Get In funciona para restaurante pequeno?
Funciona, mas o investimento mínimo é de R$ 289 por mês no plano mensal, e recursos como cardápio digital e CRM ficam no plano Avançado de R$ 499 por mês ou em módulos pagos. Para uma casa pequena que precisa principalmente de reservas online e proteção contra no-show, uma opção com versão gratuita permite validar a demanda antes de assumir um custo fixo.
Migrar de sistema faz perder as reservas já registradas?
Não, desde que você transfira para o novo sistema as reservas futuras antes de encerrar a conta antiga. Para um restaurante independente é trabalho de algumas horas, e é o passo chave de qualquer migração.
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